Beetlejuice Beetlejuice

Bettlejuice Beetlejuice

Tim Burton · 2024

Crítica de

Review exclusiva do site, publicada em Junho de 2025

“Beetlejuice Beetlejuice” estreou no segundo semestre de 2024 e traz consigo a  continuação, após 36 anos, do primeiro filme: “Beetlejuice – Os Fantasmas Divertem-Se”, ou então apenas “Beetlejuice”, como é na versão original. Com o retorno do diretor original, Tim Burton, e de boa parte do elenco, esta sequela busca expandir o universo já pré-estabelecido no primeiro filme ao contar uma nova história. Com isto, este filme de género peculiar, a comédia de terror, encontra o humor num cenário mórbido e de maneiras geralmente não convencionais, tornando-o autêntico.

A narrativa desenrola-se após uma inesperada tragédia familiar. Dessa forma, isso faz com que as três gerações da família Deetz regressam à sua casa em Winter River. No entanto, ainda assombrada pelo Beetlejuice, a vida de Lydia Deetz é virada do avesso quando a sua filha adolescente, Astrid, sem querer, abre o portal para o mundo dos mortos.

Este filme, apesar de chegar um pouco tardio, realiza muito bem o seu papel e consegue expôr, ainda mais do que no primeiro filme, o mundo do pós-vida idealizado por Tim Burton. Mesmo sendo uma continuação, o filme é construído de forma a ser possível vê-lo sem muitos conhecimentos prévios, mas a experiência torna-se completa quando o espectador já carrega consigo uma bagagem.

O filme conta também com um elenco de peso com ótimas atuações, mas o principal destaque vai para o ator Michael Keaton, que retorna ao papel do próprio Beetlejuice. Ele consegue voltar a irradiar a aura do personagem e acaba por roubar totalmente as cenas onde aparece.

Uma das possíveis preocupações que existiam sobre este filme era a estética visual do mesmo, já que se trata de uma continuação de uma obra do século passado, e de lá pra cá houveram várias evoluções tecnológicas no cinema. Felizmente, o diretor opta por manter certos efeitos práticos da época para que a longa-metragem não perca a sua caracterização, contribuindo positivamente para a identificação visual do filme.

No entanto, eu acredito que o filme falha ao tentar trabalhar muitas narrativas em simultâneo, o que resulta em tornar certas histórias desinteressantes ou irrelevantes para a obra como um todo. Todavia, os principais arcos do enredo são bem explorados e dinamizados, formando, no geral, uma boa narrativa.

Concluindo, “Beetlejuice Beetlejuice” não supera o filme original mas funciona bem como uma continuação e agrada tanto os fãs antigos como os novos espectadores, através do seu humor único e conceitos mirabolantes. Mas cuidado para não falar esse nome três vezes, ou o suco vai ser solto!