F1: O Filme
F1: O Filme
Joseph Kosinski · 2025
Crítica de Rita Loureiro
Review exclusiva do site, publicada em Agosto de 2025
A Fórmula 1 sempre teve uma atmosfera inacreditável: a velocidade, a rivalidade, o drama a cada curva e F1 – O Filme transmite essa aura para fora dos circuitos de uma forma imersiva e eletrizante, prendendo qualquer um à tela do cinema.
Dirigido por Joseph Kosinski (diretor de Top Gun Maverick), o filme é uma verdadeira ode à adrenalina onde o drama, a paixão e a pressão caminham lado a lado no Paddock da Fórmula 1 moderna. A produção fica a cargo do veterano Jerry Bruckheimer, mestre em cinema de ação e espetáculo e de Lewis Hamilton, heptacampeão mundial da modalidade, contando com estrelas como Brad Pitt no elenco. Mais do que um nome nos créditos, Hamilton teve um papel ativo, contribuindo para que o universo da categoria mais alta do automobilismo fosse retratado da forma mais fiel possível, desde o ambiente na garagem até às dinâmicas em pista (introduzindo até piadas que apenas verdadeiros fãs serão capazes de captar), apesar de alguma ficção na narrativa. A sua influência também reflete o compromisso do filme com a representatividade e escolha consciente de um elenco mais diverso, como o caso de Damson Idris como um dos protagonistas.
Em F1, seguimos atentamente a história de Sonny Hayes (Brad Pitt), um piloto veterano que regressa inesperadamente à grelha para guiar uma nova promessa (Damson Idris) numa equipa fictícia chamada APXGP. A narrativa, embora ficcional, insere-se perfeitamente no mundo da Fórmula 1, graças a um esforço de produção que integrou filmagens em Grandes Prémios reais, ao lado das equipas e pilotos que conhecemos das corridas de domingo. É impossível não ficar impressionado com a forma como a câmara capta os carros e a emoção vivida a alta velocidade, graças a um trabalho técnico e estético que rivaliza com qualquer corrida real. Como grande fã do desporto fiquei impressionada como Kosinski sabe filmar máquinas em movimento de forma brilhante, como é retratado no filme. Apesar de muitos dos episódios que acontecem serem impossíveis em corridas reais, a imersão no mundo do automobilismo pode trazer novos fãs para a categoria, o que se revela muito vantajoso.
No entanto, não foi apenas a velocidade que me conquistou. O filme encontra tempo para explorar o lado humano da competição: a solidão dos pilotos, o peso da fama e as decisões difíceis das equipas. A química entre Pitt e Idris é convincente, e há momentos em que o filme desacelera para nos lembrar que, por trás dos capacetes e contratos milionários, há pessoas a lidar com os seus fracassos, memórias e ambições.
Para além de tudo isto, o filme conta com uma banda sonora de excelência com nomes como Tate McRae, Burna Boy e Doja Cat que, sem dúvida, ajudaram na promoção da produção. A presença de rostos conhecidos como os de Hamilton, Verstappen e Leclerc em Grandes Prémios reais também ajudaram muito nesse aspeto.
Para todos os fãs de automobilismo, F1 – O Filme é algo a não perder, onde apesar da ficção é retratado um pouco da vida e do grande ambiente da categoria. Mesmo que não sejas fã de corridas, há aqui cinema para todos os gostos: emoção sincera, personagens interessantes, e uma realização que respeita o espetáculo sem o sacrificar à superficialidade, com gravações e efeitos sonoros de perder o fôlego.