Thunderbolts*

Thunderbolts*

Jake Schreier · 2025

Crítica de

Review exclusiva do site, publicada em Maio de 2025

O mais novo filme da Marvel, Thunderbolts* (ou *The New Avengers), foi o último filme da questionável “Fase 5 do MCU (Marvel Cinematic Universe)” a ser lançado nos cinemas. Com um grupo de “heróis” no mínimo peculiar, o filme inicialmente não ganhou grande importância. Porém, após o investimento em peso da Disney em publicidade e as críticas positivas que o longa recebeu, Thunderbolts conseguiu ter um raio de alcance muito maior do que aquilo que se esperava.

 

A história acompanha um grupo improvável formado por seis personagens cheios de conflitos e traumas que já haviam aparecido anteriormente, em séries e filmes do MCU, como vilões ou antagonistas… e o Bob. Este grupo, sem um nome definitivo, precisará expor a verdade sobre quem é o real vilão para que possam sobreviver, mas sozinhos eles não conseguem e juntos é pior ainda.

 

Honestamente, eu diria que o filme é simples, mas não considero que isto seja um ponto negativo. Eu acho que a real beleza deste filme não está em seu enredo mirabolante, e sim justamente nos seus personagens cativantes e nas relações que estes constroem. Todos neste filme parecem ser mais humanizados do que aquilo que estamos acostumados com a Marvel, e isso é sim um aspeto positivo do filme, pois conseguimos entender as suas motivações e as suas decisões de uma forma não forçada. Como afirmei anteriormente, a maioria destes personagens já foram, de alguma forma, antagonistas no passado, e não há nada mais humano do que errar, entender e aprender com isso. 

 

No entanto, senti-me desconfortável ao longo do filme com muitos aspetos. Em primeiro lugar, a facilitação do roteiro. Parece que sempre que os roteiristas não tinham mais ideias de como finalizarem algumas das pontas soltas, e então tudo magicamente se resolvia, o que tira a credibilidade do filme. Eles até tentam trazer algumas escolhas narrativas bem ousadas, mas eu não tenho certeza se todas funcionam.

 

E o segundo grande ponto negativo do filme, para mim, foi o protagonismo exacerbado da Yelena (Florence Pugh). Não que ela seja uma personagem ruim, mas, num filme de equipa de heróis, é comum que certos personagens ganhem mais atenção (como o Batman na Liga da Justiça ou o Capitão América nos Vingadores) sem roubarem completamente a história. Um time não se resume numa única figura, havendo sempre um Superman ou Homem de Ferro para balancear a situação. Mas, infelizmente, não foi isso que senti ao ver este filme, já que ele é quase completamente focado na Yelena e os outros personagens funcionam apenas para suportá-la, não havendo a devida atenção e destaque a todos, tanto é que ela foi a única personagem que de facto precisei citar.

 

Apesar destes tópicos, eu acredito que o filme seja sim bom e que não será apenas mais um filme esquecido dessa leva de filmes de herói. Claro que a falta de um duelo final deixa um vazio na expectativa, mas a ação ao longo de todo o filme é muito bem realizada, as atuações não são más e a parte cómica também não deixa a desejar, sendo bem introduzida em momentos-chave. É um filme que tenta ser diferente dos demais e acho que deve ser valorizado por isso.