Avatar Aang: O Último Mestre do Ar

Avatar Aang: The Last Airbender

Lauren Montgomery · 2026

Crítica de

Review exclusiva do site, publicada em Agosto de 2026

O filme que sofreu mais de três adiamentos, que foi completamente vazado online, e até chegou a ser confirmado nos cinemas, para logo depois ser cancelado, finalmente estreou. Mas será que depois de tudo isso, o filme realmente valeu a pena pela espera?

Treze anos após o fim dos acontecimentos da série original (“Avatar: A Lenda de Aang”), o Avatar Aang descobre um dobrador de ar sobrevivente, Tagah, e encontra um meio de trazer a dominação de ar (outrora extinta) de volta ao mundo através de uma relíquia antiga. No entanto, ele e os seus amigos precisam agir rapidamente para evitar que um grupo autodenominado de “Negadores” roubem este artefacto antes deles e destruam a paz pela qual eles tiveram tanto trabalho em instaurar.

Eu sei que a premissa do filme pode não parecer nem um pouco interessante para qualquer pessoa que não seja fã deste universo e ache que os avatares são apenas aqueles gatos azuis gigantes de CGI, mas isso não tira nem um pouco a credibilidade desse filme. Sim, é óbvio que aqueles que já viram a série original vão entender dezenas de referências e terão sim um apego emocional superior a esta longa, mas, mesmo assim, eu acredito que os roteiristas fizeram um ótimo trabalho em explicar de uma forma rápida e direta o universo, os seus personagens e a trama, sendo um filme acessível a todos.

Agora, falando como um fã, esse filme foi realmente aquilo que queríamos que existisse. Quase 20 anos após o fim da série, eles finalmente conseguiram fazer um filme que consegue conectar a série original com a série sequel, a Lenda de Korra. Há, com certeza, muita dedicação no trabalho desenvolvido e isto é claro a cada frame do filme, sendo visível a dedicação da equipa envolvida neste projeto. Na verdade, a maior tristeza é exatamente não termos como ver essa obra de arte nas grandes telas do cinema, sendo muito lamentável toda essa situação pela qual o filme passou.

Sobre o filme em si, eu acredito que a história, apesar de não oferecer grandes ideias criativas, é bem estruturada e sólida, sendo um pouco previsível, mas não o suficiente ao ponto de ser tedioso. Os personagens não foram descaracterizados mesmo com o passar dos anos e o “cânone” não foi fragmentado.

Porém, o filme “brilha” mesmo com relação à animação. O filme é simplesmente fenomenal, ouso dizer que é, até o momento, a animação mais bonita de 2026. A mescla entre o 2D e o 3D ficou perfeita, sendo um ótimo contraste entre os personagens perfeitamente animados, de uma forma realista o suficiente para os seus movimentos parecerem fluidos, mas sem perder os traços cartoonescos, e os belos cenários fantasiosos que só o universo de Avatar pode nos proporcionar.

Apesar de eu ter inegavelmente amado o filme, eu só tenho uma questão com ele, que acaba por resumir perfeitamente todos os problemas que há… a duração. O filme tem só uma hora e meia e infelizmente, para um filme dessa magnitude, este tempo é demasiado inferior. Com isso, não há tempo de desenvolver a trama mais profundamente ou então realizar subtramas, não há espaço para que o resto dos personagens tenham o seu merecido tempo de tela, não há momentos de pausa para reflexão ou ponderação, sendo os acontecimentos extremamente dinâmicos, e enfim, não há tempo. Acredito que, com mais meia hora, todos estes empecilhos poderiam sim ter sido evitados. Mas, honestamente, o maior problema de todos foi esse filme não ter ido aos cinemas.