Num tempo em que as relações profissionais se constroem tanto em eventos presenciais como em plataformas digitais, o networking afirma-se como uma competência quase tão essencial quanto o conhecimento técnico. Mas será que vale mesmo a pena começar a construir uma rede de contactos logo na universidade? Para muitos estudantes, a resposta é clara: sim.

Longe de se resumir à troca de cartões ou a pedidos de ligação no LinkedIn, o networking consiste na capacidade de criar e manter relações humanas seja com colegas, professores, investigadores ou profissionais do setor, baseadas na troca de experiências, no interesse mútuo e na colaboração. A universidade, sendo o ponto de encontro de todos esses agentes, constitui um terreno privilegiado para cultivar tais ligações.

A participação em eventos organizados no próprio ambiente académico, como o Pitching Talent da FEP First Connection, permite um contacto direto com empresas e representantes do setor, frequentemente alumnis. Estas interações podem ser o início de laços duradouros e que funcionam como uma oportunidade para ganhar visibilidade no mercado.

Num futuro profissional cada vez mais competitivo, é praticamente impossível progredir sem o apoio de outros. Por isso, construir uma rede de contactos sólida desde cedo não é apenas uma vantagem: é uma necessidade. O networking ajuda ainda a ultrapassar barreiras interpessoais, como a dificuldade em comunicar com colegas ou superiores hierárquicos, fortalecendo a confiança e a assertividade.

Trata-se, no entanto, de um processo que exige tempo, consistência e autenticidade. Num mercado que valoriza cada vez mais as competências interpessoais e a capacidade de trabalhar em equipa, uma rede de contactos bem construída não substitui o mérito individual, mas pode ser o fator decisivo no momento de agarrar a oportunidade certa.