Alien – o 8º Passageiro

Alien

Ridley Scott · 1979

Crítica de

Review exclusiva do site, publicada em Junho de 2025

O que é que se esconde nas profundezas do eterno espaço? O que é que dorme na sua imensa escuridão? Será que o ser humano é realmente o pináculo da evolução ou, nos recantos mais profundos do espaço, crescem criaturas que nos ultrapassam em todos os aspetos? Alien de Ridley Scott embarca o espectador numa das experiências de suspense mais icónicas do cinema, onde o eterno vácuo do espaço é o cenário de uma guerra, não só física como psicológica, de uma simples tripulação de trabalhadores contra uma criatura que garante aterrorizar até o mais forte dos espectadores.

Contando com um elenco de peso, como Sigourney Weaver, John Hurt e Ian Holm, Alien o 8º Passageiro é um dos clássicos de sci-fi e terror. Surgiu no fim dos anos 70 e acabou por influenciar tantas outras longa metragens, livros e até videojogos. Com um enredo relativamente simples, onde seguimos a tripulação da nave “Nostromo” que acaba de receber um pedido de socorro de uma lua próxima mas, ao tentar uma missão de resgate, um dos seus membros é gravemente ferido e infetado por uma criatura estranha, Ridley Scott traz o que para mim é uma experiência verdadeiramente de arrepiar. 

O clima do filme é, na sua generalidade, bastante sombrio, desconfortável e até mesmo repugnante, e com a ajuda dos macabros e fascinantes designs de H.R. Giger, que dá vida a estas criaturas alienígenas para além de assustadoras, o espectador sente-se completamente envolvido pelo enredo, temendo a criatura como se não se encontrasse do lado de fora do ecrã. O trabalho de Giger tornou-se sinónimo com a saga que acabou por surgir com Alien e é, hoje em dia, um design memorável e clássico para qualquer bom nerd ou cinéfilo que adore terror, com o Xenomorph (o nosso alienígena em questão) como um dos mais famosos desses designs.

Creio que Alien – o 8º Passageiro, bem como a sua sequela Aliens, são filmes imperdíveis mesmo para aqueles que tentam evitar o lado de terror do cinema. Fugindo aos clichés dos slashers da época com os seus sustos fabricados e horror forçado, Ridley Scott traz um filme que promete assombrar o espectador e obrigá-lo a suster a sua respiração, mesmo que, como o slogan do filme indica, no espaço, ninguém nos ouça gritar.