Opinião de Natan Melo
Artigo exclusivo do site, publicado em Julho de 2025
A primeira edição do mais novo torneio de futebol a nível mundial chegou ao fim neste último domingo. O Mundial de Clubes da FIFA (ou então Copa do Mundo de Clubes) conseguiu reunir equipas de futebol de todo o mundo, estando presentes, nos Estados Unidos, 32 times, os quais representavam 20 países diferentes ao longo de todos os continentes. Sendo, assim, a maior competição futebolística de clubes já realizada na história. Mas, era mesmo necessária?
A proposta deste Mundial de Clubes foi a de agrupar todos os campeões continentais e as melhores equipas do planeta de 4 em 4 anos para competir no mais alto nível. Porém, este campeonato surgiu como um evento extra, não deixando de haver o “antigo mundial” que geralmente ocorre no final do ano (agora chamado de “Intercontinental”). Por esta razão, muitos jogadores, técnicos e até mesmo adeptos não aceitaram tão bem esta nova ideia de imediato. No entanto, com uma premiação total próxima de mil milhões de dólares, a ideia seguiu adiante e todos os clubes estavam de olho no prémio total.
Dentre as 32 equipas, estavam presentes 2 equipas portuguesas, o FC Porto e o SL Benfica. Todavia, o Porto foi eliminado ainda na fase de grupos sem vitórias e o Benfica perdeu nos oitavos após o prolongamento contra o Chelsea (aquele que viria a ser o campeão). Assim, ambas as jornadas terminaram mais cedo que o esperado e nenhum dos dois times pôde, efetivamente, ganhar grande destaque na competição. Citando ainda os outros clubes lusófonos, estavam presentes 4 equipas brasileiras, o Fluminense FC, o SE Palmeiras, o CR Flamengo e o Botafogo FR. O Flamengo e o Botafogo despediram-se do torneio nos oitavos, enquanto o Palmeiras e o Fluminense foram ambos eliminados pelo campeão Chelsea, nos quartos e nas semis, respetivamente, tendo o Fluminense conquistado o 4º lugar geral no torneio, sendo a melhor equipa não europeia da competição. E, como eu já referi anteriormente, o Chelsea FC conquistou o título de primeiro campeão da Copa do Mundo de Clubes da FIFA, após vencer o Paris Saint-Germain FC (atual campeão da UEFA Champions League) na final.
A Federação Internacional de Futebol Associação (FIFA) fez questão de divulgar ao máximo este evento de modo a firma-lo para o futuro. Então, para além da premiação em dinheiro, houve ainda transmissões gratuitas de todos os jogos em todo o mundo e diversos eventos promocionais. Mesmo que isto tudo possa parecer um pouco desesperado por parte da FIFA, é inegável o sucesso da competição. Com um total de receitas que ultrapassam os dois mil milhões de dólares e uma média de público de 40 mil pessoas nos estádios, é inevitável uma nova edição deste torneio em 2029.
“É inevitável uma nova edição deste torneio em 2029”
Mas agora retorno à questão inicial e me pergunto se era mesmo necessário haver este torneio. E, depois de ter assistido 34 dos 63 jogos, eu digo que sim. Mesmo sabendo que há muitos clubes de qualidade inferior na competição (ao mesmo tempo em que gigantes, como Liverpool e Barcelona, ficaram de fora), isto não arruina o facto de ser incrível ver adeptos e equipas de todos os cantos do mundo reunidos num só local. O torneio terminou marcado por grandes jogos que seriam talvez impossíveis de acontecer e contou com uma ótima recepção do público, havendo mais de 80 mil pessoas na grande final entre Chelsea e PSG. Agora, este ciclo se encerra e um novo começa, o qual veremos o resultado só daqui a quatro longos anos.
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