Gabinete de Apoio à Direção - Relações Internacionais da FEP
Também incluído no FEPIANO 63, publicado em Janeiro de 2026
Jovelson Aguilar – Business Intelligence Associate na Metys
Mestrado de Modelação, Análise de Dados e Sistemas de Apoio à Decisão (Programa QTEM, 2019/2020)
Além da qualidade do ensino propriamente dito, gostei muito das atividades extra-classe oferecidas ao longo do Mestrado. Os eventos sobre carreira, o acompanhamento e o aconselhamento prestados pelo Serviço de Desenvolvimento e Carreira, bem como os programas existentes, foram-me fundamentais para compreender melhor o mercado de trabalho e refletir de forma mais consciente sobre o meu posicionamento profissional.
Esse apoio foi particularmente importante com o QTEM, onde tive a oportunidade de desenvolver projetos em equipa, trabalhar com colegas de diferentes nacionalidades e contextos académicos e participar em experiências internacionais. Neste contexto, realizei uma mobilidade virtual na Alemanha, e uma mobilidade presencial na Rússia.
Naturalmente, houve desafios. Elaborar um plano de mobilidade que atendesse aos requisitos da Direção do mestrado e, ao mesmo tempo, fosse interessante para mim exigiu um processo de iteração entre a faculdade de origem, as de destino e o próprio QTEM. Além disso, atuar em ambientes multiculturais e lidar com diferentes formas de pensar e de trabalhar exigiu adaptação, mas estes acabaram por se tornar essenciais do processo de aprendizagem.
Este envolvimento com o QTEM não terminou com o mestrado. Depois de formado, tornei-me mentor de equipas, apoiando novos alunos no desenvolvimento dos seus projetos. Aqui, fui mentor de uma equipa finalista e acompanhei-a até a uma final em Rabat, Marrocos.
Com o tempo, o desenvolvimento da minha carreira acabou por ser uma consequência quase natural dessas experiências. O contacto com colegas de outros países, aliado ao desenvolvimento de projetos internacionais, teve impacto direto na forma como encaro o trabalho e a minha trajetória profissional.
Do ponto de vista pessoal, esta vivência também foi muito marcante. Como imigrante em Portugal, o ambiente internacional da FEP ajudou-me a ganhar maturidade profissional e a adaptar-me melhor ao contexto europeu.
Vasco Ferreira – Head of Finance na Bexport e na Craft Beverages
Master in Management (Dupla titulação com a Kedge Business School 2012/2013)
Quando entrei no Mestrado na FEP, era-me claro que queria um percurso com uma forte componente internacional. Já tinha feito Erasmus em Paris e dominava a língua francesa, mas o double degree na KEDGE Business School, em Marselha, foi o passo que consolidou essa ambição num contexto mais exigente.
A diferença de abordagem foi evidente. Enquanto a FEP seguia um modelo mais clássico e estruturado, a KEDGE apostava fortemente no trabalho de grupo, em projetos práticos, e em disciplinas online. Trabalhar diariamente em equipas multiculturais obrigou-me a sair da zona de conforto, a comunicar melhor e a assumir maior responsabilidade coletiva.
A adaptação à vida em Marselha trouxe desafios fora da universidade. Tive dificuldades em encontrar alojamento e acabei por viver num apartamento partilhado com colegas de diferentes nacionalidades e culturas, o que foi um exercício de convivência e adaptação. A cidade, com questões de segurança a ter em conta, ensinou-me a estar atento ao contexto e a desenvolver uma maior autonomia.
A oportunidade de desenvolver a língua francesa revelou-se decisivo para encarar novas oportunidades. Paralelamente, o double degree permitiu-me alargar significativamente o meu network. O contacto com colegas e professores internacionais e a integração no alumni da KEDGE, ajudaram-me a criar ligações em várias cidades e a identificar oportunidades raras.
No balanço final, esta experiência internacional teve um impacto profundo no meu percurso pessoal e profissional. Foi uma vivência que acelerou a minha maturidade, alargou horizontes e me preparou para trabalhar com confiança em contextos internacionais. A quem pondera seguir este caminho, diria que não é sempre confortável — mas é precisamente isso que o torna tão valioso.
João Parreira – Strategic Projects & Planning na EDP Portugal
Mestrado em Economia (Programa QTEM 2018/2019)
Quando decidi fazer um mestrado para reorientar a minha carreira, sabia que era altura de procurar algo menos teórico. Tendo privilegiado o meu percurso associativo durante a licenciatura, concluí que chegara o momento de promover a minha primeira experiência internacional.
Inicialmente, estava inclinado para procurar um programa no estrangeiro. Analisei inúmeras opções, mas nenhuma me dava a tranquilidade suficiente para conjugar uma instituição de prestígio com um plano de estudos adaptado às minhas necessidades. O facto de ter de me comprometer com dois anos numa nova cidade pesou ainda mais.
Aí percebi que, querendo ir para fora, a solução se encontrava dentro de casa. Quando me inteirei do programa QTEM, concluí que me oferecia o que precisava: acesso a universidades de topo, e a possibilidade de escolher especializações em diferentes módulos, de modo a moldar o plano de estudos aos meus objetivos.
Em vez de viver numa nova cidade por dois anos, poderia viver um ano em duas cidades diferentes, alargando a minha exposição internacional, e diminuindo o risco de ficar num lugar em que não me adaptasse. E foi muito útil: depois de seis meses em Bruxelas, que não deixaram muita saudade, vivi um dos melhores períodos da minha vida nos seis meses seguintes em Roma.
Para um estudante de Economia, o QTEM revelou-se a escolha certa pela sua relação risco-rentabilidade imbatível. Não obstante, o que o programa trouxe foi mais do que a academia: uma verdadeira oportunidade de autoconhecimento e de crescimento enquanto pessoa, cujo impacto permanecerá para sempre comigo.
Beatriz Ferreira – Retail Merchandise Lead na H&M (Varsóvia)
Mestrado em Finanças (Dupla Titulação na Universidade de Kozminski, 2023/2024)
Pouco depois de iniciar o mestrado, conheci as diferentes opções de mobilidade internacional e, desde aí, surgiu um forte desejo de seguir essa experiência.
O programa de Double Degree com a Kozminski University foi, desde o início, a minha primeira opção, pelo meu interesse por Varsóvia e pela excelente reputação da instituição.
Tanto a FEP como a Kozminski University são instituições de elevada qualidade, mas com estilos académicos distintos, que se complementaram ao longo do mestrado. Esta combinação permitiu-me usufruir de um percurso mais prático e completo, e tive contacto com professores e colegas com percursos diferentes do meu, proporcionando aprendizagens relevantes.
Ainda assim, houve desafios. A adaptação a uma cultura diferente exigiu flexibilidade e capacidade de ajustamento. A barreira linguística representou um esforço adicional no processo de integração. Estar longe de casa e da rede de apoio foi exigente nos momentos difíceis, mas contribuiu para o desenvolvimento da minha resiliência e independência.
A experiência internacional revelou-se uma das melhores decisões do meu percurso académico, abrindo-me horizontes profissionais e pessoais, impactando positivamente o percurso que se seguiu após a conclusão do mestrado.
Mais do que um simples acréscimo curricular, esta experiência moldou-me enquanto pessoa e profissional, deixando aprendizagens que levarei comigo ao longo da vida.

Etelvina Ferreira
19 de Janeiro
A vida é feita de desafios e só os corajosos conseguem adaptar-se às mudanças, muitas vezes através de grandes sacrifícios. Mas, no final, fica a satisfação do dever cumprido e o prémio do vencedor.