Opinião de Mariana Loureiro
Artigo exclusivo do site, publicado em Agosto de 2025
Desde outubro de 2023 já foram mortos mais de 200 jornalistas em Gaza.
Ainda na semana passada, a 11 de agosto, foi noticiada a morte de mais 5 jornalistas da equipa do jornal Al Jazeera, que foram atacados e assassinados pelo Exército israelita. Este acreditava que um dos jornalistas, Anas Al Sharif, era comandante do Hamas e responsável por ataques a civis, acusações que já foram negadas pelo Al Jazeera.
É impossível ficar indiferente a tragédias como esta. É alarmante a forma como a luta pela divulgação dos horrores do massacre em Gaza é silenciada e tratada como uma ameaça. E como uma profissão tão nobre é desprezada.
“É impossível ficar indiferente a tragédias como esta”
Não é novidade para ninguém que ser jornalista é uma profissão perigosa. Todos os dias vemos jornalistas “em cima do acontecimento”, seja a falar-nos de incêndios, explosões, golpes de estado, ataques terroristas, erupções vulcânicas ou guerras. Esforçam-se todos os dias para nos mostrar o que está a acontecer à volta do mundo, enfrentando perigos e correndo ainda o risco de serem presos, torturados ou até assassinados pela profissão que escolheram. Porque o que não falta são notícias sobre casos como este.
Numa era em que a desinformação se espalha mais rápido que nunca, em que a informação é manipulada, ocultada e usada como uma ferramenta política e as opiniões se vão aproximando cada vez mais dos extremismos, o trabalho dos jornalistas torna-se cada vez mais fulcral para assegurar a qualidade da informação e o combate à desinformação.
Assim, resta-me apenas apelar ao sentido crítico de todos nós, reforçar a necessidade de nos mantermos sempre informados e agradecer aos jornalistas que todos os dias se arriscam para nos manter ao corrente, resistindo para que não sejam silenciados e, aos poucos, mudem o mundo.
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