Após a segunda guerra mundial, um grupo de estudantes europeus chegou à conclusão de que a cooperação e tolerância internacionais eram a chave para impedir que acontecimentos como estes se repetissem. Foi assim que a AIESEC foi criada.
Hoje, é a maior organização mundial gerida unicamente por jovens, com o objetivo de atingir a paz e potencial humano. Depositamos a confiança nos jovens, enviando-os em experiências práticas e internacionais, de forma a estes saírem da sua zona de conforto e desenvolver-se enquanto pessoas.
Trabalhamos com 3 produtos diferentes, todos internacionais: Global Volunteer (projetos de voluntariado de a 6 a 8 semanas), Global Entrepreneur (estágios não remunerados de curta duração em start-ups) e Global Talent (estágios remunerados e longa duração em grandes empresas ou multinacionais).
A AIESEC está representada em várias universidades, espalhadas pelo mundo. O comité local da AIESEC in Porto FEP, fundado em 1960, é o segundo mais antigo do país. Atualmente, o escritório é formado por 70 pessoas de 11 faculdades diferentes, divididas por 7 departamentos.
Em 2018, foram proporcionadas 242 experiências de liderança (120 jovens estrangeiros a impactarem o Porto, e 122 portuenses a impactarem o estrangeiro), conectando-se com pessoas de mais de 20 nacionalidades.
Global Volunteer consiste num projeto de voluntariado internacional de 6 a 8 semanas, cujo trabalho ataca diretamente um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, iniciativa criada entre a AIESEC e a ONU em 2015.
Jéssica Ribeiro foi uma das 122 pessoas que se atreveram a fazer algo mais pelo mundo. Aluna do 3.º ano de Gestão na FEP, foi Global Volunteer na Indonésia, onde ensinou inglês a crianças mais desfavorecidas, no âmbito do 4.º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável – Quality Education. Deixamos o seu testemunho.
“Estar do outro lado do mundo, numa cultura completamente diferente da vossa, vai colocar-vos em situações desafiantes e diferentes do que estão habituados. Têm a oportunidade de se tornarem muito mais cultos e tolerantes ao mundo que têm à vossa volta.
Na Indonésia, uma das coisas que mais me marcou foi o facto de as pessoas com quem trabalhei serem muito inseguras, e nunca acharem ser merecedoras da atenção de nenhum voluntário. Eu tive a oportunidade de inspirar crianças dos 11 aos 17 anos a querer mais na vida, provando-lhes que eles têm valor. Algumas das crianças, no fim, vieram dizer que queriam ser médicos, que queriam ir para a universidade, que queriam ser pessoas diferentes. Isto tudo só pelo facto de eu estar lá, de dizer a estas pessoas que acreditava nelas.
Fazer voluntariado foi a melhor decisão que algum dia tomei. Têm a oportunidade de criar impacto não só em vocês, mas nas outras pessoas e ficam com memórias para a vida.
O medo é sinal de que estão prestes a fazer algo muito corajoso, por isso nunca deixem que este impeça que façam a diferença no mundo e na vida de outra pessoa.”
E tu? O que vais fazer este verão? Vai a aiesec.org e descobre como podes escrever uma história como a da Jéssica.

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